O impacto do "Aço Verde" Europeu na Indústria de Moldes
A descarbonização da indústria siderúrgica europeia está a acelerar e já se reflete em toda a cadeia (...)
02 Julho 2026
02 Julho 2026
A descarbonização da indústria siderúrgica europeia está a acelerar e já se reflete em toda a cadeia de valor do sector metalomecânico, incluindo a indústria de moldes. Com investimentos de milhares de milhões de euros, os principais produtores de aço estão a apostar em novas tecnologias que permitem reduzir significativamente as emissões de carbono associadas à produção deste material.
Entre as soluções em desenvolvimento destacam-se os fornos elétricos, que utilizam material reciclado como matéria-prima, e os processos de redução direta do minério, que, numa fase posterior, recorrerão ao hidrogénio como alternativa aos combustíveis fósseis. O objetivo passa por disponibilizar ao mercado alternativas de aço com pegada carbónica significativamente inferior, respondendo às metas de neutralidade climática definidas pela União Europeia.
Empresas como a Salzgitter, Voestalpine, Thyssenkrupp, SSAB ou Tata Steel têm em curso projetos de transformação das suas unidades industriais, prevendo aumentar a produção de aço de baixas emissões entre 2027 e 2030. Paralelamente, novos operadores, como a Stegra, na Suécia, estão a desenvolver unidades de produção concebidas de raiz para fabricar aço com recurso a hidrogénio proveniente de fontes de energia renováveis.
Embora esta transformação esteja, numa primeira fase, orientada para responder às necessidades da indústria automóvel, os seus efeitos irão estender-se progressivamente aos restantes sectores industriais. Para os fabricantes de moldes, isto poderá traduzir-se em novas exigências por parte dos clientes relativamente à sustentabilidade dos materiais utilizados, bem como à pegada carbónica dos processos produtivos.
Ao mesmo tempo, a evolução da siderurgia poderá influenciar a disponibilidade e o custo de alguns tipos de aço, num contexto em que os investimentos necessários são elevados e o mercado europeu continua sujeito a forte concorrência internacional.
Neste cenário, a adoção de matérias-primas de menor impacto ambiental poderá tornar-se um fator diferenciador para as empresas da indústria de moldes, sobretudo na resposta às exigências dos grandes fabricantes automóveis e de outros sectores que têm vindo a reforçar os seus compromissos sustentáveis.
Fonte: all-about-industries.com
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