A tendência da integração vertical no sector dos Dispositivos Médicos
O sector de dispositivos médicos está a atravessar uma fase de tr (...)
27 Abril 2026
09 Junho 2021
Essa análise permitiu perceber, por exemplo, a forte dependência que o sector tem da indústria automóvel, algo para o qual o orador alertou como sendo “uma fragilidade estratégica”, uma vez que em situações de dificuldade desse principal cliente, os moldes portugueses se ressentem de imediato e com quebras significativas. Um dos exemplos disso é a situação que se atravessa atualmente. “Temos de tentar encontrar medidas que nos façam depender menos desta indústria”, advertiu, lembrando que, ciclicamente se passa por situações de quebras e, nesses momentos, “todos concordam que se deve fazer alguma coisa, investem na promoção noutros mercados e áreas e dão passos nesse sentido. Contudo, assim que a indústria automóvel recupera, as empresas de moldes ficam absorvidas pelo trabalho do dia-a-dia e esquecem estes passos que deram, até ao próximo momento de quebra”.
O ramo automóvel, disse ainda, tem vindo a reforçar a sua posição, chegando a representar 82% da produção em 2018. Para além de se concentrar predominantemente nessa indústria, o sector tem, também, um conjunto de 10 mercados predominantes, advertiu Luís Pinto, sublinhando que os três primeiros (Espanha, Alemanha e França) representam 55% do total e uma diferença abismal em relação aos que se seguem na tabela, com valores entre 2 e 7%.
Em termos mais micro, alertou que o mercado francês tem vindo a perder valor nos dois últimos anos e, no mesmo período, revela maiores dificuldades de penetração dos moldes portugueses.
O mesmo aconteceu com a Alemanha que, em 2019, baixou mais de 9% no consumo dos moldes nacionais. Luís Pinto enfatizou que, como as importações desse país não baixaram, isso significa que Portugal perdeu o lugar que ocupava para outros fornecedores.