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“Grande parte dos clientes parou. Há uma ligação muito próxima do sector, como um todo, com a indústria automóvel [é o principal cliente, com um peso de 82%], e temos visto nas notícias das últimas semanas que a indústria automóvel está paralisada”.
Estas são as palavras de Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL, sobre o impacto do novo coronavírus na indústria de moldes.
Embora as empresas do sector continuem em laboração, de modo a cumprirem os prazos dos projetos que já têm em curso, são notáveis as alterações que a pandemia lhes infligiu ao nível da organização e volume de trabalho. No entanto, embora não estejam paradas na sua totalidade, as empresas não perspetivam novas encomendas no curto prazo, sobretudo as que se encontram afetas à industria automóvel, numa tendência que já tinha começado os primeiros sinais de abrandamento, devido à indefinição de motorizações e à hesitação quanto às fontes de energia (fóssil ou alternativas, como a elétrica ou a de hidrogénio.
Será necessário aguardar pela resolução da crise sanitária para perceber como as várias empresas irão retomar a sua atividade e, também, se irão adotar uma nova visão quanto à escolha de mercados, passando a valorizar a comercialização entre os países europeus, em detrimento dos asiáticos. Apesar de ser possível que tal aconteça, “tudo depende de como os outros ‘players’ se vão posicionar e nos preços que vão trazer ao mercado”, afirma Manuel Oliveira.
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