Lean Management Bootcamp pretende aproximar operação e gestão na indústria portuguesa
Evento promovido pela ASBastos Consultoria reúne líderes industri (...)
27 Maio 2026
01 Fevereiro 2019
Foi desta forma que Artur Ferraz, da International Business Consulting (IBC), colocou o papel da 'Pessoa na Organização', no decorrer da sua intervenção no seminário 'Nova cultura organizacional: foco no negócio, foco na estratégia'.
Centrando a sua intervenção nos desafios da quarta revolução industrial, mas recordando, em síntese, o percurso que a indústria percorreu para aqui chegar e tendo sempre como foco as pessoas, Artur Ferraz considerou que as empresas "têm, hoje em dia, imensa sensibilidade para esta questão, têm a consciência de que têm de fazer alguma coisa, mas têm dificuldade é em saber onde e como". E isto porque, sublinhou, "estão de tal forma concentradas no processo do dia-a-dia que têm muita dificuldade em 'sair' e conseguir ver o que podem fazer num contexto mais amplo e mais estratégico no que se refere às pessoas".
A sua constatação foi confirmada pelas várias empresas presentes no seminário, que partilharam a sua experiência, contando estar a debater-se com dificuldades de angariação de novos colaboradores e, colocando várias questões ao orador, criaram um interessante espaço de diálogo e partilha de opiniões.
Artur Ferraz considerou que, nesta matéria, "não há fórmulas mágicas para fazer a mudança" e atrair pessoas. Salientou que a indústria tem de conseguir criar uma imagem atrativa para conseguir atrair a si os jovens quadros. "A primeira coisa que temos de ter consciência é saber que, se queremos estar cá daqui a dez anos e ter uma organização pensada para poder funcionar nessa altura, temos de ter pessoas. Temos de construir sistemas dentro das organizações de forma a incorporar as que precisamos e que elas depois possam ter o seu papel devidamente reconhecido para poder desenvolver as suas atividades", afirmou.
Para tal, frisou, "é preciso pensar a organização e é preciso saber concretamente o que queremos do nosso negócio, sabendo comunicar isso internamente". Ou seja: "tem de existir uma estrutura interna, que tem de ser pensada. Tem de ser uma coisa simples porque as nossas organizações são boas exatamente porque são simples e, ao manterem-se assim, conseguem ser ágeis e, dessa forma, resolver os problemas do dia-a-dia".
Lembrou que o mundo, atualmente, está "em constante evolução" e que, por isso, "temos de ser ágeis, criando uma estrutura que permita manter o foco no futuro". E o futuro, sublinhou, faz-se com pessoas.
Reflexão durante o ano
Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL explicou que esta sessão - denominada CAOS Session (Change and Adapt Organization Systems) - se insere num conjunto de várias que a Associação pretende realizar no decorrer deste ano, a propósito da celebração do 50º aniversário da CEFAMOL. Em conjunto com outras atividades já previstas, culminarão com a organização do X Congresso da Indústria de Moldes, agendado para o final do mês de novembro, o qual procurará definir a estratégia do sector para os próximos anos. A 'gestão de pessoas', ‘organização e tecnologia' e 'internacionalização serão os temas em destaque no Congresso.