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Economia & Mercados

Indústria de Moldes: Resiliência molda o primeiro trimestre de 2026

31 Março 2026

A indústria portuguesa de moldes, reconhecida mundialmente como um dos pilares da exportação nacional, volta a demonstrar a sua maturidade e capacidade de adaptação perante o atual momento geopolítico. Embora a escalada de tensão internacional e a volatilidade das matérias-primas exijam uma monitorização atenta, o sector encara o futuro com pragmatismo e determinação.



Energia e superação pós-tempestade


De acordo com Manuel Oliveira, secretário-geral da CEFAMOL (Associação Nacional da Indústria de Moldes), a dependência energética das empresas está centrada na eletricidade, o que atenua o impacto direto das oscilações nos preços do gás e do petróleo.


O recente revés causado pela tempestade Kristin — que danificou sistemas de autoconsumo fotovoltaico na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis — serviu para evidenciar a resiliência do sector. As unidades afetadas já trabalham na recuperação das infraestruturas, reforçando o compromisso com a transição energética. Este investimento, longe de ser abandonado, é visto como um passo essencial para a autonomia e sustentabilidade a longo prazo das fábricas portuguesas.



Cadeia de valor


No que respeita à pressão nos custos, nomeadamente nos polímeros essenciais para testes, a indústria de moldes foca-se na eficiência e na otimização de processos. Posicionada no início da cadeia produtiva, a engenharia portuguesa continua a ser o parceiro de eleição para o desenvolvimento de ferramentas críticas para a criação de novos componentes.


Contudo, o contexto exige cautela. “Caso se verifique um abrandamento no lançamento de novos produtos — cenário possível em contextos de incerteza económica — as encomendas de novos moldes tendem igualmente a diminuir”, alerta o secretário-geral da associação.


Entre os sectores potencialmente mais afetados estão o automóvel, os dispositivos médicos, as embalagens e a eletrónica, áreas que dependem fortemente da inovação de produto. É precisamente nesta procura por soluções mais eficientes que o sector dos moldes se destaca pela sua precisão e qualidade, mantendo a confiança dos grandes players mundiais.



Perspetivas para o sector


A elevada presença nos mercados internacionais, embora exponha o sector à volatilidade global, é também a sua maior força. A experiência acumulada em décadas de presença externa confere às empresas portuguesas uma agilidade única para enfrentar cenários de incerteza, reafirmando a sua posição de liderança no mercado global.






fonte: jornaleconomico.sapo.pt