IA sobre rodas: A Revolução das Marcas Automóveis Chinesas
"Já não somos um fabricante de automóveis", afirma a Li Auto. Enquanto isso, a Geely ambiciona torna (...)
13 Março 2026
13 Março 2026
"Já não somos um fabricante de automóveis", afirma a Li Auto. Enquanto isso, a Geely ambiciona tornar-se o "maior fabricante de robôs do mundo" e a Xpeng já está a construir humanoides. Atualmente, cerca de 20 fabricantes chineses (OEMs) estão a redirecionar o seu foco para a convergência entre a indústria automóvel e a robótica.
Se, nos últimos anos, os fornecedores preferiam ser vistos como "empresas tecnológicas", entramos agora numa fase em que os próprios fabricantes renegam o rótulo tradicional. O novo L9 da Li Auto, por exemplo, já não é considerado um simples carro, mas sim a personificação da IA Incorporada (conhecida como embodied AI ou IA física).
Li Xiang, fundador da Li Auto, descreveu recentemente o seu novo SUV como uma "obra-prima de IA". Segundo o executivo, o veículo deixou de ser uma ferramenta passiva para se tornar um parceiro ativo. Através de cockpits inteligentes, o carro reconhece o condutor, entende o seu humor e antecipa desejos. "Cada família merece ter um companheiro inteligente destes", afirmou, posicionando a empresa como focada na mobilidade do futuro e não apenas em chassis e motores.
A Geely, por seu lado, consolidou os seus departamentos de inteligência artificial numa nova subsidiária em Chongqing. A lógica é técnica e económica: os mesmos modelos de IA que permitem a condução autónoma podem ser adaptados para controlar robôs.
"A Geely tem o potencial de se transformar de um construtor automóvel na maior empresa de robótica da China e, possivelmente, do mundo." — Li Chuanhai, Presidente do Geely Automobile Research Institute.
Esta transição aproveita o hardware já desenvolvido para os veículos elétricos. Chips de alta performance, dispositivos LiDAR e sensores de visão criados para os carros serão o "cérebro" e os "olhos" dos novos robôs humanoides, como o "IRON" da Xpeng, cuja produção em massa está prevista para o final deste ano.
Apesar do entusiasmo, analistas alertam para os riscos. Com cerca de 160 fabricantes a competirem no mercado chinês, muitos acreditam que a sobrevivência depende desta metamorfose para a robótica. Trata-se de uma aposta audaz num futuro onde a linha entre um veículo e um robô se torna cada vez mais ténue.
fonte: all-about-industries.com