Sessão de Esclarecimento Define Estratégias para Reerguer a Região de Leiria
Quinze dias após a depressão Kristin ter assolado o país, o tecid (...)
12 Fevereiro 2026
12 Fevereiro 2026
Quinze dias após a depressão Kristin ter assolado o país, o tecido empresarial da região de Leiria reuniu-se esta quarta-feira, 11 de fevereiro, para exigir respostas urgentes. A sessão, organizada conjuntamente pela CEFAMOL, ARICOP, ACILIS, APIP, APICER, AECPombal, Startup Leiria e NERLEI CCI, serviu para clarificar os mecanismos de apoio financeiro e denunciar as falhas críticas nas infraestruturas de energia e comunicações que paralisaram a atividade produtiva.
A sessão contou com a participação direta dos responsáveis pela gestão dos apoios e da reconstrução:
"O tempo é hoje o nosso maior inimigo"
Luís Febra, sublinhou a urgência do momento, lembrando que "empresas paradas significam salários em risco e exportações comprometidas". O dirigente questionou abertamente o papel das entidades reguladoras perante o colapso da rede elétrica e de dados: "A E-Redes e várias operadoras de comunicações não responderam à altura. Onde estavam as reguladoras? Não é o papel delas proteger o interesse público?".
A gravidade da situação reflete-se em casos extremos, como o de uma unidade industrial em Pombal, onde os prejuízos estimados já ascendem aos 20 milhões de euros.
O Plano de Apoio: Medidas e Valores
Foram detalhados os instrumentos financeiros disponíveis para as empresas afetadas:
"Porta Única" e Flexibilidade no PRR
Durante a sessão, foi defendido que a Estrutura de Missão deve funcionar como um ponto de contacto único, evitando que as empresas se percam em plataformas complexas e interpretações divergentes. As associações uniram-se ainda num apelo à flexibilidade nas Agendas Mobilizadoras do PRR, sublinhando a necessidade de garantir que projetos estratégicos para o país não fiquem comprometidos por atrasos inevitáveis causados pela tempestade.
Gonçalo Lopes, autarca de Leiria, reforçou a escala do desafio, revelando que a autarquia já mobilizou 12 milhões de euros para intervenções de emergência.
Embora a mensagem final tenha sido de resiliência, ficou o aviso inequívoco de que a recuperação da região não será possível sem uma articulação assente na organização, liderança e ação imediata por parte do Estado e das entidades públicas.
fonte: diariodeleiria.pt