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Duas investigadoras da FUCHS criam os lubrificantes do futuro

05 Março 2026

Na FUCHS, o maior fabricante independente de lubrificantes do mundo, a inovação não é apenas uma meta, é uma constante: 10% da sua força de trabalho global — cerca de 670 colaboradores — dedica-se exclusivamente à I&D. Entre este grupo de elite destacam-se Jasmin Schießl-Kerbeck e Katja Vlasov, cujas investigações focam-se em dois pilares críticos da modernidade: a eletromobilidade e a indústria de semicondutores.


Jasmin Schießl-Kerbeck, doutorada em química e há seis anos na FUCHS, destaca a importância de minimizar o consumo de energia e aumentar a vida dos componentes automóveis. Na mobilidade elétrica, um único veículo requer uma vasta gama de soluções específicas:


• Transmissão: Óleos que protegem engrenagens.

• Motor Elétrico: Massas lubrificantes para rolamentos.

• Gestão Térmica: Fluidos térmicos que arrefecem a bateria e a eletrónica de potência.

• Elevador de Janelas: Massa lubrificante especial.


Aos 34 anos, Jasmin explica que a sua motivação reside no impacto direto: "Podemos gerar valor acrescentado quanto à eficiência e à sustentabilidade. Fico muito satisfeita quando vejo um veículo na rua que conta com o meu contributo."


Um dos maiores desafios diários é criar fórmulas compatíveis com novos materiais que consigam, simultaneamente, amortecer ruídos, regular a temperatura e isolar a eletricidade.


Katja Vlasov, também doutorada em química, é chefe de equipa e trabalha há 12 anos na FUCHS. Especialista em lubrificantes refrigerantes misturáveis com água, desempenha um papel que abrange desde a produção de instrumentos cirúrgicos até aos componentes automóveis.


O foco da cientista, de 45 anos, é a durabilidade e a resistência. "Um bom desempenho lubrificante prolonga a vida útil de ferramentas caras. Todo o processo se torna mais eficiente e económico", afirma. Além da economia, há um fator ecológico crucial: quanto mais duradoura for a formulação e mais resistente a bactérias, menos mudanças de fluido são necessárias, reduzindo o desperdício.


A sua especialização estende-se ainda à ultraprecisa indústria de semicondutores. Na produção de máquinas de litografia, onde o fabrico de peças pode demorar até 200 horas, o lubrificante tem de ser perfeito. Qualquer mancha pode inutilizar o componente. Para Katja, a versatilidade é fundamental: "O meu trabalho é uma combinação de projetos, contacto com clientes e trabalho de laboratório."


Com um portfólio que ultrapassa os 10 000 lubrificantes, a FUCHS não se limita a responder ao mercado; ela antecipa-o. Como sublinha Jasmin Schießl-Kerbeck: "Não ficamos à espera que os clientes venham com uma nova necessidade. Trabalhamos hoje nas soluções que os nossos clientes vão precisar no futuro."


Mais do que garantir o movimento das máquinas, a investigação da FUCHS foca-se na preservação de recursos e na otimização de custos. No cruzamento entre a química de precisão e a responsabilidade ambiental, a empresa molda as soluções de lubrificação que definem a nova era da mobilidade e da tecnologia.